Como nos anos anteriores, as eleições de 2026 prometem ser competitivas e polarizadas – mas os desafios em termos de desinformação devem ser ainda maiores.
Regras eleitorais ainda pouco claras, compromissos reduzidos por parte das plataformas tecnológicas e o uso disseminado de Inteligência Artificial prometem ampliar a quantidade de conteúdos inautênticos e enganadores, piorando a qualidade do debate público em um momento crucial para a democracia brasileira.
Por isso, quatro premiadas organizações de jornalismo resolveram unir forças para fazer uma cobertura colaborativa sobre a desinformação eleitoral. Trata-se do LIE – Laboratório de Investigação Eleitoral. Participam a Agência Pública, a mais premiada agência de jornalismo investigativo do Brasil; o canal Amado Mundo, lançado há um ano e que conta com jornalistas em diferentes cidades do Brasil e do exterior; Aos Fatos, organização jornalística pioneira no desenvolvimento de tecnologias e linguagens para o combate à desinformação no ambiente digital e nas políticas públicas e Núcleo Jornalismo, organização de jornalismo e comunidade que cobre o impacto da tecnologia na vida das pessoas.
Juntos, eles terão uma equipe especializada, com editores, repórteres, analistas de inteligência e dados para investigar as principais campanhas desinformativas nas eleições de 2026.
“Durante as eleições de 2022, desenvolvemos a primeira versão deste laboratório investigativo, produzindo reportagens que tiveram impacto não só durante a campanha, mas também nos desafiadores meses seguintes. Estamos juntos novamente porque acreditamos no valor da cooperação para contar histórias relevantes e fazer a diferença em momentos decisivos”, afirma Tai Nalon, diretora executiva do Aos Fatos.
“Essa colaboração potencializa a nossa cobertura eleitoral, nos permite alcançar novos públicos e aumenta a nossa capacidade de gerar impacto real na sociedade por meio do nosso jornalismo”, explica Jade Drummond, diretora-executiva do Núcleo. Natalia Viana, diretora executiva da Agência Pública, concorda: “O desafio da desinformação neste ciclo eleitoral é gigante e é preciso que cada vez mais as redações colaborem para poder fazer uma cobertura de impacto”.
